Pandemia reflexão sobre a diferença entre metanóia e ambiguidade.

Pandemia reflexão sobre a diferença entre metanóia e ambiguidade.

Estamos vivendo tempos difíceis. Um momento de recolhimento. Entretanto, esse recolhimento é uma experiência nova, há ausência do movimento físico e, para muitos, há repetição de cenário. O fato de manter-se em casa, em seu home-office – para quem tem essa possibilidade – faz com que o cenário se repita. No entanto, há aqueles que não têm essa possibilidade, os profissionais da cultura, que passam por uma séria crise financeira, assim como os autônomos e os donos de pequenos estabelecimentos comerciais; enfim, estamos nos deparando com a imensa desigualdade e diversidade de situações. Situações estas que demonstram nossa delicada e frágil situação, tanto social e coletiva, quanto individual.

É fato que para sair dessa crise pandêmica e econômica necessitamos de algo que há muito falamos e não efetivamos, a solidariedade. O que é a solidariedade? Momento de reflexão. Não tenho a pretensão de ensinar ou discursar sobre o conceito, mas sim de deixar a questão colocada.

O que significa ver o “Outro” em alteridade?

Será que a frase “somos todos iguais” é verdadeira?

Podemos analisá-la! Quando falamos em diversidade estamos falando em iguais ou estamos falando sobre diferenças?

Talvez, uma mudança oportuna seria percebermos que, sim, somos diferentes. E começarmos a despertar nosso interesse por tudo aquilo e/ou aquele que é diferente! Começarmos a “ESCUTAR” esse OUTRO que é diferente de mim; que possui necessidades distintas das minhas, que tem outra cor de pele, que tem outro tipo de vivência, que tem outras experiências, que tem outra classe social, que tem outra profissão. Portanto, sim, somos diferentes!

Embora sejamos diferentes temos necessidades comuns, como: alimentação, moradia, lazer, descanso! E nesse sentido é que cabe nos olharmos como diferentes para que possamos identificar a problemática: a desigualdade nessa diversidade. Nesse momento, podemos olhar para as manifestações anti-racismo que eclodiram. O racismo é novo? Não! As manifestações são apenas o “furo da panela de pressão”, ou seja, o racismo já existia! Muito velado e, ao mesmo tempo, muito sentido! E esse racismo é estrutural em nossa sociedade!

Se faz necessário que a sociedade reflita sobre metanóia. Metanóia significa mudança. A fim de reconhecer um erro, trazê-lo para perto, olhá-lo, isso gera um arrependimento; o arrependimento “pede” uma passagem pelo sofrimento, pelo deserto, com a finalidade de promover a mudança. A sociedade precisa de “Metanóia”. O “pecado” estrutural, ou também, o erro estrutural é a ordem imposta que oprime. Guardando as devidas proporções, essa opressão está imposta: negros, índios, mulheres, LGBT, enfim, toda opressão instalada nessa estrutura é o pecado estrutural e individual.

O que nos impede de aceitar a diferença?

Olhar esse “OUTRO” como diferente, entretanto de carne, osso, alma!

Podemos adentrar para essas questões em termos individuais, sobre pontos emocionais e psíquicos. Sem generalizar – ainda que seja o mais comum -, observamos que quando alguém se sente afetado por algo costuma responsabilizar o “Outro”. Mas perde, assim, a oportunidade de realizar a metanóia (mudança de mentalidade) em si mesmo.

Começaremos, então, a tratar do assunto no âmbito individual, pois como o racismo e machismo estão entranhados em nossas vísceras, ainda que lutemos contra a opressão, muitas vezes nos percebemos com discursos ou atos falhos que revelam isto em nós.  Podemos concluir, observando essa questão, como a ausência da “ESCUTA” daquilo que nos é diferente é uma questão estrutural.

Na experiência individual, se o sujeito se sente afetado, essa afetação é pessoal, pois é o sujeito quem significa o significante. O “Outro” é apenas o “objeto” que traz à tona algo que já está no sujeito.

Há uma frase muito utilizada no âmbito individual: “Me deixe em paz”! Como se alguém pudesse ser a paz ou o inferno de alguém. O inferno ou paz está dentro do sujeito! O “objeto” apenas torna algo visível daquilo que está invisível no próprio sujeito. Desse modo, pecamos, ou seja, erramos o alvo no âmbito individual/pessoal, pois aquilo que acusamos no “outro” está em nós mesmos.

Devido às dificuldades de “olharmos para dentro de nós” delegamos ao outro a responsabilidade de vivermos em nossa paz ou em nosso “inferno”.

Penso que aqui a frase mais adequada do que aquela, “me deixa em paz”, seria: “Você está revelando em mim uma dificuldade que tenho que acessar. Ficarei afastado um pouco de você para poder “olhar” pra isso!” Ou, ainda, poderíamos, singular ou coletivamente, nos perguntar: o que esse “Outro” está me, ou, nos revelando?”

O distanciamento do “objeto/Outro” neste caso muda de configuração, pois passamos a nos responsabilizar pelas nossas dores, prazeres, desprazeres, infernos e paz, que é nossa! Essa atitude possibilita a “Metanóia”, caso contrário, na ausência dessa responsabilidade que é individual, pessoal, mas também, coletiva, nos fará cometer o mesmo erro ou experienciar as mesmas situações, logo ali adiante.

Esse processo de ambiguidade ocorre no âmbito das relações pessoais. O exemplo clássico, nas relações interpessoais, é o encontro. Consideremos, no entanto, que o encontro não se concretize. A pergunta seria: queríamos mesmo sua concretização? ou a ideia do encontro é que era desejada? O desejo pela ideia (desejo pelo ideal) é o platônico.

Na situação interpessoal citada acima os sujeitos ficam confusos, ocorre uma ausência de discernimento entre concretização ou ideia de encontro. Qualquer que seja a justificativa – ausência de tempo, muito trabalho, imprevistos, etc – a dúvida permanecerá. Este encontro não concretizado gera diversas dúvidas nos sujeitos, independente da relação afetiva que estes tenham.

Em qualquer que seja a circunstância, pessoal e/ou coletiva, a ambiguidade afeta a capacidade de discernimento.

A ambiguidade está presente em nós enquanto sujeitos, tanto em relações pessoais como coletivamente, afinal introjetamos e reproduzimos nossa cultura como sujeitos individuais e coletivos. Esta ambiguidade gera um processo de despersonalização, gera a dúvida, a capacidade do discernimento é afetada.

Socialmente podemos falar da meritocracia como uma questão que responsabiliza o indivíduo, pois é exatamente pela constatação da desigualdade social que entendemos que ninguém parte de um mesmo “estágio”. Assim como, socialmente, ninguém está no mesmo estágio, no âmbito individual podemos falar que ninguém experiencia as circunstâncias da mesma maneira. Cada um tem sua biografia, seus bloqueios emocionais e a dinâmica psíquica e singular. No entanto, na experiência coletiva e social, há uma sensação comum naqueles que são “o diferente” e estes vêm trazer à luz valores estruturais de uma sociedade, a sensação da segregação.

Analisemos essa questão no âmbito social que emergiu com a morte de George Floyd; as pessoas que foram para as ruas manifestar contra os valores sociais da supremacia branca, existente há séculos, são os errados? São essas pessoas as “pecadoras”? São essas pessoas que estão estabelecendo o caos?

Claro que não! O caos já estava estabelecido na sociedade, pois os valores que estão velados, porém introjetados e reproduzidos, ainda que inconscientemente, são aqueles que definem nossa sociedade. Nossa sociedade é definida como: heterossexual, branca, machista, masculina e cristã. Qualquer que seja o “Outro”, que seja diferente dessa definição, estará marginalizado. Logo, a responsabilidade dessas manifestações é da estrutura social a qual pertencemos, cujos valores paternalista, heterossexual, masculina, branca, machista e cristão, oprimem e marginalizam aquele que é diferente.

A pergunta a ser colocada é: será que essa ambiguidade não é o que impossibilita a “metanóia”, pela acomodação gerada pela ambiguidade?

A morte de George Floyd foi flagrada, filmada! Ele morreu e todos presenciamos sua morte. E não deu mais para deixar de ver aquilo adormecido em nós. Foi flagrante. Não deu para velar. Caso não tivesse sido flagrado, um laudo para velar mais uma morte de um negro poderia constar como qualquer outra justificativa de problema de saúde, por exemplo. Dessa vez a compreensão não pode ser ambígua pois vimos, a “olhos nús”, aquilo com o que vínhamos compactuando. E a dúvida deu lugar à apropriação e responsabilidade de cada um, enquanto sujeito individual e coletivo, pela sociedade branca e opressora com a qual estávamos compactuando.

No momento em que isso é revelado em nós pelo ocorrido ao “OUTRO” nos demos conta, iniciando assim, uma mudança. Trazendo luz àquilo que está fora, mas que está dentro também.

No instante em que utilizamos a frase – todos somos iguais – não estamos velando e deixando de ver as diferenças? E isso não é o que deixa velado aquilo que podemos “olhar” em nós mesmos?

O diferente nos coloca em contato com o “nós mesmos”, seja no âmbito individual ou coletivo. O diferente nos afeta!

O momento que estamos passando revela a opressão, o racismo, que, por ter sido tanto tempo velado em nossa sociedade, emergiu culminando nas manifestações que vemos hoje!

A ambiguidade contida na frase “todos somos iguais” traz a ilusão, talvez até o convencimento, de uma suposta inclusão. E está aos “olhos nús” que se tratava de uma forma de acomodação, e que essa acomodação acaba por gerar a dificuldade do discernimento.

Em qualquer que seja a circunstância, pessoal e/ou coletiva, a ambiguidade afeta a capacidade de discernimento.

A ausência de discernimento gera o processo de despersonalização. O que quero dizer é que, seja no âmbito pessoal ou coletivo, os sujeitos ficam sem saber se o que estão “vendo” é real. Na dúvida, seguem mantendo em voga a acomodação. Até o momento em que ocorre o “estouro da panela de pressão”. Como vivenciamos agora, nas manifestações contra o racismo, muitas pessoas aderindo porque é uma manifestação contra a opressão estrutural de uma sociedade branca, cristã, heterossexual, masculina e machista. Esse momento pede mudança, essa mudança é no sujeito, pois somos tanto sujeito/indivíduo quanto sujeito/social.

O convite, nesse momento em que passamos pela pandemia, é para que possamos nos investigar, nos responsabilizar, nos apropriar de nossas emoções que, na grande maioria das vezes, “jogamos” para o “Outro”; como se esse “Outro” fosse o responsável ou a causa dos nossos sabores e dessabores nas circunstâncias que vivenciamos.

A proposta é parar de se culpar, pois a culpa nos mantem no mesmo lugar. Afinal, basta pagar uma penitência que estará pronto para cometer o mesmo erro. A ideia, para que a mudança ocorra, é o arrependimento; e para que seja possível se arrepender se faz necessário nos responsabilizarmos pelo erro, ou seja, pararmos de errar o alvo. Pararmos de errar o alvo significa que o alvo está dentro de cada um de nós e não fora. Contudo, quero dizer que o que está fora está dentro, e vice-versa.

Além da culpa, outro hábito que reproduzimos e que impera na sociedade é o do sujeito individual/coletivo “bonzinho”, o obediente. Obediente a que? À ordem estabelecida?! Com valores de superioridade e inferioridade propiciada pela supremacia branca, cristã, machista, heterossexual?

E o bonzinho, sim, o bonzinho é àquele que faz caridade? O bonzinho é aquele que diz, mas só em discurso, que não tem raiva. Como é possível alguém não sentir raiva se a raiva é uma emoção humana gerada pela frustração?

O convite é para adentrarmos essas questões, tanto enquanto sujeito/indivíduo quanto como sujeito/coletivo, sabendo-nos que não há LUZ sem SOMBRA. Ou seja, se somos luz teremos de olhar para nossas sombras.

Namastê!

Sílvia Maria Monteiro César

   

 

 

 

55 Comentários

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